Obras da Ponte de Guaratuba conectam estudantes ao legado cultural da região

Alunos da Escola Municipal Iraci Miranda Kruger, de Guaratuba, participaram recentemente de uma ação educativa promovida pelo Programa de Educação Patrimonial, vinculado à obra da Ponte de Guaratuba. O local escolhido para a atividade teve como critério a proximidade da instituição de ensino com o empreendimento da ponte.
A ação teve como tema central a pesca artesanal, uma prática tradicional de relevância para a identidade cultural e econômica das comunidades litorâneas do Paraná. Na ocasião, estudantes do 4º e 5º ano do Ensino Fundamental participaram de uma oficina de manufatura cerâmica, inspirada nas técnicas utilizadas historicamente pelas comunidades pesqueiras.
De acordo com o arqueólogo e analista ambiental que atua no acompanhamento das obras da construção da Ponte de Guaratuba, Pedro Procedino, a oficina levou aos alunos uma vivência prática de observação, exploração e apropriação de saberes tradicionais, com o objetivo de conectar os estudantes às técnicas ceramistas dos grupos indígenas que habitaram a região.
“Mais do que produzir uma peça, os alunos aprenderam sobre a importância histórica da cerâmica, o uso consciente dos recursos naturais e a relação entre cultura e meio ambiente, que são pilares essenciais para a formação de uma consciência crítica e sensível ao patrimônio local”, destacou o arqueólogo.
Ele explica que a construção da Ponte de Guaratuba engloba não apenas uma estrutura de obra física, mas também a consciência com a preservação do meio ambiente e com a história e cultura da comunidade.
“A Ponte de Guaratuba é uma obra que transforma o território, então ela precisa também reconhecer e respeitar o que já existe ali. A cultura local é viva, é feita pelas pessoas, e o trabalho arqueológico e patrimonial ajuda a garantir que essa história não seja apagada”, destaca Procedino.
“Quando falamos sobre cerâmica indígena, dos saberes tradicionais, modos de vida, como a pesca artesanal, estamos falando de uma herança que precisa ser compreendida e respeitada. Nosso trabalho é dar visibilidade a tudo isso dentro de um processo de desenvolvimento, que seja consciente e integrado com o meio e com a memória da região”, ressalta o profissional.
Com informações da AEN



