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PF deflagra operação contra rede internacional ligada ao envio de 4,6 toneladas de cocaína para a Europa

O grupo é investigado por atuar no envio de cocaína da América do Sul para diferentes países da Europa

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (17), a Operação Eredità, com o objetivo de desarticular uma estrutura criminosa transnacional formada pela associação entre integrantes de grupos criminosos brasileiros e italianos. O grupo é investigado por atuar no envio de cocaína da América do Sul para diferentes países da Europa.

Ao todo, estão sendo cumpridos sete mandados de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão. A operação também inclui medidas de caráter patrimonial, como o sequestro de imóveis e o bloqueio de bens, valores em contas bancárias e aplicações financeiras de pessoas físicas e jurídicas investigadas.

De acordo com a Polícia Federal, as investigações tiveram origem no aprofundamento de informações obtidas durante as operações Retis e Spiderweb, que identificaram a associação entre integrantes responsáveis por fornecer estrutura logística para a exportação de cocaína. A Operação Eredità também é um desdobramento das operações Samba e Mafiusi, realizadas simultaneamente no Brasil e na Itália em dezembro de 2024.

Durante o trabalho investigativo, a PF identificou indícios de que a organização criminosa estaria relacionada a pelo menos 11 apreensões de cocaína realizadas entre 2019 e 2020. Juntas, as apreensões ultrapassaram 4,6 toneladas da droga, que tinham como destino diferentes países europeus.

Além da atuação no tráfico internacional, os investigadores encontraram indícios da existência de uma estrutura financeira utilizada para movimentar, ocultar e dissimular recursos provenientes do tráfico internacional de drogas.

Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro, além de outros delitos que possam ser identificados no decorrer das investigações.

A operação contou ainda com a participação da Equipe Conjunta de Investigação (ECI) Brasil-Itália, formada entre 2020 e 2025. Pelo lado brasileiro, participaram a Polícia Federal e o Ministério Público Federal. Na Itália, a investigação contou com o Departamento Anticrime de Turim do Raggruppamento Operativo Speciale (ROS) Carabinieri e o Ministério Público de Turim.

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