Investigação revela ocultação de corpos de mãe e filho em geladeira e uso de IA para tentar enganar a polícia

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu nesta quinta-feira (18) o inquérito sobre o desaparecimento e a morte de Maria Auxiliadora da Silva de Souza, 78 anos, e de seu filho Fábio José de Souza, 46 anos, ocorridos em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba.
Segundo a delegada Vanessa Cristina, o boletim de ocorrência foi registrado apenas em 24 de julho de 2025, embora os crimes tenham ocorrido mais de um mês antes: Fábio foi morto em 17 de junho e Maria Auxiliadora em 24 de junho.
No dia 12 de setembro, durante diligências, a polícia localizou partes dos corpos das vítimas escondidas em uma geladeira. O tronco de Maria Auxiliadora estava em uma mala, enquanto as demais partes, exceto o tronco de Fábio, também estavam dentro do eletrodoméstico.
“Inicialmente, o investigado afirmou ter lançado o tronco de Fábio em um rio. No entanto, em novo interrogatório, em 16 de setembro, confessou que havia enterrado o corpo em uma área de mata. A partir dessa informação, o tronco foi localizado, permitindo a completa identificação das vítimas”, relatou a delegada.
O suspeito, que foi ouvido cinco vezes, apresentou versões contraditórias até confessar os crimes. Ele foi indiciado por duplo latrocínio, ocultação de cadáver e fraude processual. Este último crime se deve ao uso de artifícios tecnológicos, incluindo inteligência artificial, para simular que uma das vítimas ainda estaria viva em outra localidade.
Preso desde 22 de agosto, o investigado permanece no sistema penitenciário. O inquérito já foi encaminhado ao Poder Judiciário da Comarca de Almirante Tamandaré, responsável pelo julgamento do caso.



