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Incêndio destrói colégio histórico em Paranaguá e deixa cidade em luto

No local o que se via era um sentimento de muita tristeza por parte da população

Um incêndio de grandes proporções destruiu o tradicional Colégio Doutor Caetano Munhoz da Rocha, em Paranaguá, neste sábado (4). Apesar da gravidade da ocorrência, não houve registro de feridos.

Equipes do Corpo de Bombeiros atuaram no combate às chamas, com apoio da brigada da Portos do Paraná e de diversos voluntários que se mobilizaram diante da tragédia. O fogo consumiu grande parte da estrutura do prédio, considerado um dos mais importantes patrimônios históricos e educacionais da cidade.

Apesar do ato de herismo por parte dos bombeiros militares, no local, houve muitos questionamentos por parte da população devido a estrutura disponibilizada ao grupamento.

O colégio, localizado na Rua João Eugênio, carregou uma história quase centenária e de enorme valor cultural. Sua origem remonta à gestão de Caetano Munhoz da Rocha, quando foi construída a então Escola Normal de Paranaguá. A inauguração ocorreu em 29 de julho de 1927, marcando época com um edifício considerado suntuoso, com 24 salas de aula e ampla estrutura para a educação.

Ao longo das décadas, a instituição se consolidou como referência no ensino público do Paraná. Em 1967, passou a ser denominada Instituto de Educação Doutor Caetano Munhoz da Rocha, formando gerações de estudantes e sendo palco da atuação de professores reconhecidos pela excelência.

Além de sua importância educacional, o prédio possuía valor arquitetônico e histórico singular. Em seu interior, abrigava um altar em estilo barroco que pertenceu ao próprio Caetano Munhoz da Rocha, reforçando ainda mais sua relevância cultural. Em reconhecimento a esse legado, o edifício foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1991.

A destruição do colégio representa uma perda irreparável para Paranaguá e para todo o estado. Mais do que um prédio, o espaço guardava memórias, histórias e a identidade de milhares de alunos, professores e famílias que passaram por suas salas ao longo de quase um século.

Hoje, o que fica é o sentimento de tristeza e de luto por um dos maiores símbolos da educação e da cultura parnanguara. As causas do incêndio ainda serão apuradas.

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