PORTOS

“Family Day” aproxima famílias da rotina do Porto de Paranaguá

Após o sucesso da primeira edição, a Portos do Paraná promoveu neste sábado (31) a segunda edição do Family Day, iniciativa que abre as portas do cais do Porto de Paranaguá para que colaboradores levem seus familiares e compartilhem de perto a rotina de trabalho em um dos maiores complexos portuários da América Latina.

A programação começou às 8h30, no Palácio Taguaré, com café de boas-vindas e atividades recreativas para as crianças. Em seguida, os participantes embarcaram em ônibus para uma visita guiada pela faixa portuária, conhecendo de perto navios, equipamentos, operações logísticas e setores administrativos. A proposta é transformar o ambiente de trabalho em um espaço de integração, aproximando o porto das famílias e também da comunidade.

As crianças tiveram atividades recreativas no inicio do evento (Foto: Maickon Chemure)

Mais do que um passeio, o evento reforça o orgulho de quem atua diariamente no local e ajuda a traduzir para os parentes o impacto do porto na economia da cidade e do Estado. Para muitos trabalhadores, explicar o que fazem no dia a dia nem sempre é simples, e ver tudo ao vivo facilita essa conexão. A data também celebra o Dia do Portuário, comemorado em 28 de janeiro, valorizando quem mantém a engrenagem portuária em funcionamento.

A assessora da diretoria empresarial, Anielle Silveira, conta que o projeto nasceu justamente de uma demanda dos próprios funcionários.


“Os colegas falavam que chegavam em casa e comentavam alguma situação do trabalho, mas não conseguiam explicar exatamente. Então surgiu a ideia de criar um dia para trazer as famílias para conhecer a operação ou o escritório”, explica.

Anielle Silveira destacou que o sucesso da primeira edição foi decisivo para a realização da segunda

Segundo ela, a ação também cumpre o papel institucional de aproximar o porto da cidade. “A diretoria empresarial tem essa responsabilidade de integrar o Porto com a comunidade. A gente faz um momento de confraternização no saguão e depois as famílias fazem o trajeto de visita pela faixa portuária, como numa visita institucional”, detalha.

O retorno positivo da primeira edição incentivou os trabalhadores e familiares. “Até nos surpreendeu. As famílias comentaram sobre o tamanho dos navios, dos equipamentos, ficam impressionadas. E gostam muito desse momento de confraternização. Por isso decidimos repetir. Mesmo sendo de Paranaguá, eu mesma nunca tinha entrado no cais antes de trabalhar aqui. Existe essa mística, e é muito legal quando as pessoas aprendem algo novo sobre algo tão importante para a nossa cidade.”

O pequeno Joaquim se divertiu muito durante o Family Day (Foto: Maickon Chemure)

Entre as cenas que mais chamaram atenção estava o pequeno Joaquim, de dois anos, circulando com capacete e colete de proteção em tamanho infantil. Filho da técnica portuária Jamile Marçal, ele já demonstra paixão pelo universo portuário.

“Desde que nasceu ele vem me buscar aqui. É apaixonado por navio. Todo dia fazemos chamada de vídeo para ele ver os navios, pergunta se tem navio pirata”, conta, rindo. Jamile trabalha há sete anos no porto e diz que ver o interesse do filho é motivo de orgulho. “É gratificante acompanhar essa curiosidade. A vida portuária movimenta o Paraná inteiro. Se ele quiser seguir esse caminho, vou ficar muito feliz.”

Alana e sua familia demonstraram a felicidade com a iniciativa em aproximar os familiares de sua rotina de trabalho (Foto: Maickon Chemure)

Quem também fez questão de reunir a família foi a técnica portuária Alana Cristine da Silva, que atua há oito anos no local. Para ela, a experiência ajuda a transformar números em realidade.

“Todo dia a gente comenta sobre a rotina, fala de toneladas, de movimentação, mas eles não têm noção do tamanho disso. Hoje vão ver os navios atracados, os caminhões, toda a logística. Aí conseguem entender melhor o que esses números representam”, explica.

Alana já havia participado da edição anterior e repetiu o convite. “Ano passado vim com a minha mãe. Esse ano ela chamou o pai, o sobrinho, meu namorado. Virou um programa em família mesmo”, conta. “É muito legal poder mostrar na prática onde eu trabalho e o que eu faço.”

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