Vereador Luizinho Maranhão cobra explicações sobre paralisação de atendimentos na Secretaria de Inclusão

Durante a sessão da Câmara Municipal desta terça-feira (13), o vereador Luizinho Maranhão (PL) apresentou o Requerimento nº 202/2025, solicitando informações detalhadas da Prefeitura sobre a saída de profissionais e a interrupção de serviços da Secretaria Municipal de Inclusão.
O documento é direcionado ao prefeito Adriano Ramos, à secretária de Inclusão, e ao secretário de Governo. O vereador solicita uma prestação de contas completa sobre diversos pontos, entre eles:
- Quais profissionais deixaram a Secretaria em 2025 (com nomes, cargos e datas);
- Os motivos das saídas (exoneração, transferência, fim de contrato, etc.);
- Para onde esses profissionais foram realocados;
- Como os atendimentos interrompidos estão sendo cobertos;
- Se há previsão de novas contratações ou redistribuição da equipe;
- Se houve redução ou suspensão dos atendimentos;
- Se há registro de reclamações por parte da população.
Durante a justificativa do requerimento, Luizinho destaca:
“As mudanças que ocorreram recentemente têm gerado muitas reclamações por parte de pais e mães que se sentem prejudicados. Sabemos da importância fundamental das terapias para o desenvolvimento e bem-estar das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Por isso, a comunidade merece informações claras e objetivas sobre essa situação.”

“O estrago está feito”
Ao usar a tribuna, o vereador foi direto, demonstrando grande preocupação com a situação dos atendimentos:
“Tínhamos uma Secretaria que atendia 2.800 pessoas por mês. Hoje, diversos serviços estão paralisados, e o estrago está feito.”
Segundo ele, o número de queixas de famílias afetadas é alto, e a pressão da imprensa local também tem sido intensa.
“Trabalhei 15 dias ouvindo mães, pais, profissionais. O que vemos é um desmonte silencioso. Os serviços do SEMAI, QEDU, Centro do Autista, atendimentos para TDAH, síndrome de Down, ecoterapia, entre outros, estão parados. O que vamos dizer para essas famílias?”
O vereador também cobrou explicações sobre o destino dos profissionais que atuavam na secretaria. “Queremos saber onde estão os psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais. Foram exonerados? Transferidos? Para onde? E como está sendo feita a substituição?”
Ele ainda reforçou que a Secretaria atendia, sobretudo, a população mais carente, que não tem condições de pagar por atendimentos particulares: “Isso é gravíssimo”, alertou.
Reconhecimento simbólico x apoio real
Na mesma sessão, a Câmara aprovou o projeto que institui o “Dia da Mãe Atípica” em Paranaguá. Luizinho, no entanto, fez um contraponto:
“Hoje aprovamos uma homenagem às mães atípicas. Mas o que adianta criar uma data simbólica se essas mães estão sendo deixadas sem apoio? Elas estão desesperadas. Precisam de atendimento, não só de reconhecimento.”
Próximos passos
O requerimento foi aprovado por unanimidade, com 16 votos favoráveis. A expectativa agora é que a Prefeitura responda com celeridade.
“O que a comunidade espera é uma resposta clara e rápida. E, mais do que isso: espera uma solução”, finalizou Luizinho Maranhão.



