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Surto de Influenza A redobra a importância da vacinação em Paranaguá

Paranaguá vive, atualmente, um surto de Influenza A, com destaque para a cepa H3N2, que tem apresentado um aumento expressivo de casos. A informação é do médico Dr. João Zattar, que alerta para a antecipação do período de maior circulação do vírus neste ano e para a importância da vacinação.

Segundo o profissional, diferentemente dos anos anteriores, especialmente antes da pandemia de Covid-19, quando o pico da gripe acontecia entre os meses de junho e julho, em 2025 o surto começou já em março e se intensificou em abril, com expectativa de pico agora em maio. “A gente teve uma antecipação de quase um mês e meio do início do surto de Influenza A, o que traz impactos diretos na imunização da população”, destaca o médico.

Isso porque a vacinação ofertada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) costuma iniciar em abril, com previsão de alcançar a maior parte dos grupos de risco até junho. Com o vírus circulando mais cedo, muitas pessoas não estavam imunizadas a tempo e, agora, procuram a vacina durante o próprio surto. “É claro que ainda é importante tomar a vacina, mesmo nesse momento, mas a eficácia dela é menor quando o surto já está em andamento. É como tentar andar com o carro já em movimento”, explica Zattar.

Dr. João Zattar falou sobre o assunto. Foto: Divulgação

Gripe não é resfriado

O médico também reforça a diferença entre gripe e resfriado. “O resfriado é mais brando, dura de 3 a 5 dias, com tosse seca, dor de cabeça leve e coriza. Já a gripe é um quadro mais grave, com febre alta, dor no corpo, tosse produtiva e risco de complicações como pneumonia viral e síndrome respiratória aguda grave.”

Grupos de risco devem se vacinar

Os principais grupos de risco para complicações da Influenza A são crianças menores de 5 anos, idosos acima de 60 anos, gestantes, puérperas (nutrizes), pacientes com doenças crônicas (como diabetes, hipertensão, doenças cardíacas ou renais), entre outros. “Essas pessoas precisam estar vacinadas. A vacina não garante que você não vai pegar gripe, mas reduz drasticamente as chances de um quadro grave, em até 70% a 80%”, afirma o médico.

Prevenção continua sendo essencial

Além da vacinação, medidas simples continuam sendo eficazes na prevenção, como boa higiene das mãos, evitar aglomerações e locais fechados, e o uso de máscaras ao apresentar sintomas respiratórios. “Aprendemos isso com a Covid-19. Se estiver com sintomas como tosse, dor de garganta ou febre, use máscara em casa, no trabalho e na rua. Isso ajuda a proteger os outros”, finaliza o médico.

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