PARANAGUÁ

Roteiro dos Imortais apresenta história de Paranaguá em visita noturna ao Cemitério Municipal

A atividade foi realizada na noite de quarta-feira (19)

A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secultur) realizou, na noite de quarta-feira (19), uma atividade inédita dentro da programação do Mês do Patrimônio Histórico: o “Roteiro dos Imortais”, uma visita guiada noturna ao Cemitério Municipal Nossa Senhora do Carmo.

Promovida pela Prefeitura de Paranaguá, por meio da Secultur, a iniciativa propôs uma nova forma de conhecer e valorizar a história do município, utilizando o patrimônio cemiterial como ponto de partida para contar histórias de personagens, famílias e acontecimentos que marcaram a trajetória de Paranaguá.

A visita guiada contou com a presença do secretário municipal de Cultura e Turismo, José Reis de Freitas Neto, e da superintendente Jaqueline Guimbala. Como convidados, o historiador Denni Capetta e Almir Silvério contribuíram com relatos e informações sobre personagens, acontecimentos e curiosidades que fazem parte da história do município.

A caminhada teve início no entorno do “Cruzeiro”, um espaço de forte significado religioso e afetivo dentro do cemitério. No local, visitantes costumam fazer orações em memória de seus entes queridos e acender velas, mantendo viva uma tradição de fé e devoção.

O ponto de partida também fica em frente ao túmulo do Visconde de Nácar, importante personagem da história de Paranaguá. A escolha do local reforçou a proposta do roteiro de unir memória, religiosidade e história.

Durante o percurso, o historiador Denni Capetta destacou a relação do cemitério com um dos períodos mais marcantes da história de Paranaguá: a Revolução Federalista de 1894, quando a cidade foi sitiada e invadida.

“A Revolução Federalista, que aconteceu lá em 1894, tem tudo a ver com esse lugar onde nós estamos. Quando a gente virar aqui e começar a apontar para os túmulos, vocês vão perceber que vários dos personagens que participaram dessa Revolução Federalista, e que estiveram envolvidos naquele período em que a cidade foi sitiada e invadida, acabaram morrendo justamente naquele contexto e estão sepultados aqui.

Eles estão praticamente um do lado do outro. É como se a gente estivesse olhando um álbum de figurinhas da história: olha esse personagem aqui, olha aquele ali, e percebe que esse pessoal todo está aqui.

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