Investimento de 20 milhões levará energia solar para as comunidades da Ilha do Mel, Superagui e outros pontos do Litoral
A Copel assinou contrato para a implantação de sistemas fotovoltaicos em áreas de difícil acesso do litoral paranaense. O investimento, de aproximadamente R$ 20 milhões, vai levar energia limpa e renovável para 215 moradias distribuídas em comunidades tradicionais e indígenas.
Serão contempladas 21 residências na Ponta Oeste da Ilha do Mel, em Paranaguá; 17 na aldeia indígena Pindoty, na Ilha da Cotinga, também em Paranaguá; além de outras 177 casas em nove comunidades do Parque Nacional do Superagui, em Guaraqueçaba. As instalações, que não terão custo para os moradores, começam nos próximos dias e devem ser concluídas até março do próximo ano.
As instalações, sem custo para o cliente, começam nos próximos dias e a previsão é de que as obras sejam concluídas até março do ano que vem. “Vencemos todas as etapas de aprovações das comunidades, conforme exige a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Agora, concluímos mais essa etapa de escolha e contratação do fornecedor”, afirma o superintendente de Engenharia da Distribuição, Edison Ribeiro da Silva. “Estamos implantando a tecnologia mais moderna em termos de eficiência e controle online da energia gerada”.
O que a Copel leva às três ilhas são sistemas fotovoltaicos individuais para cada moradia, com estrutura em fibra de vidro ou em alumínio. Esses materiais são recomendados pela maior resistência ao processo corrosivo natural das regiões litorâneas. As estruturas garantem, no mínimo, consumo de 80 quilowatts-hora (kWh) por mês, podendo chegar a até 128 kWh/mês no verão. Os sistemas têm potência garantida de 1.250 watts e tensão de 127 volts, além de baterias com autonomia garantida de 48 horas, prevendo períodos de ausência de sol.
Esse tempo é superior às 36 horas estabelecidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “O litoral norte do Paraná tem uma condição histórica de registros bastante grande de dias nublados. Usamos essa característica específica da região como elemento para o dimensionamento do sistema”, explica o diretor Comercial da Copel, Julio Omori.
Os sistemas individuais ficarão o mais perto possível das moradias, com faixa de segurança de três metros no entorno. Essa área de segurança precisa garantir livre circulação, não pode ter edificações nem vegetação alta e deve permitir acesso dos técnicos da empresa para vistorias e manutenções.
A formalização do início das instalações em breve é um marco importante numa trajetória de reuniões realizadas desde outubro de 2024 para ouvir a população envolvida. Por se tratar de um projeto em áreas de preservação ambiental e de tombamento cultural, as reuniões também tiveram a participação de diversos órgãos como Ministério Público do Estado do Paraná, Instituto Água e Terra (IAT), Secretaria de Estado da Cultura (SEEC), Governo do Estado e Prefeitura Municipal de Paranaguá.
Com informações da Agência Estadual de Notícias



