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MPPR denuncia vereadora e marido por suposto esquema de “rachadinha” em Matinhos

O oferecimento da denúncia foi realizado na terça-feira (14) pela 2ª Promotoria de Justiça de Matinhos

A vereadora de Matinhos Hirman da Saúde (Podemos) foi denunciada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), ao lado do marido, pelo crime de concussão. O oferecimento da denúncia foi realizado na terça-feira (14) pela 2ª Promotoria de Justiça de Matinhos, que investiga um suposto esquema de “rachadinha” envolvendo assessores parlamentares.

De acordo com o Ministério Público, os fatos investigados teriam ocorrido entre os anos de 2025 e 2026. Conforme a denúncia, a parlamentar e o marido teriam exigido de assessores ocupantes de cargos em comissão lotados em seu gabinete a entrega de parte dos valores recebidos em diárias pagas pela Câmara Municipal para participação em cursos e atividades realizadas em Curitiba.

As investigações tiveram início após uma representação apresentada por uma assessora da vereadora, apontada como uma das vítimas da suposta prática criminosa. A apuração foi conduzida inicialmente pela Autoridade Policial e, posteriormente, encaminhada à 2ª Promotoria de Justiça de Matinhos.

Segundo o MPPR, os assessores eram coagidos a solicitar à Câmara Municipal o pagamento de diárias para participar de cursos na capital paranaense. Após as viagens, eles deveriam entregar à vereadora, em dinheiro ou por meio de transferências via Pix, o saldo remanescente dos valores recebidos, correspondente à quantia que não havia sido utilizada para despesas pessoais durante os deslocamentos.

A denúncia relata ainda que, em diversas ocasiões, as cobranças eram realizadas durante reuniões promovidas na residência da vereadora e de seu marido. Conforme as investigações, os assessores eram convocados para esses encontros e orientados a deixar os aparelhos celulares do lado de fora do ambiente onde ocorriam as conversas, o que dificultaria o registro das tratativas.

Para o Ministério Público, a conduta investigada caracteriza, em tese, o crime de concussão, que consiste em exigir vantagem indevida em razão da função pública exercida.

Com o oferecimento da denúncia, caberá agora ao Poder Judiciário analisar os elementos apresentados pelo Ministério Público e decidir se recebe ou não a ação penal.

O que diz a vereadora

Após a divulgação do caso, a vereadora se manifestou pelas redes sociais. Em comunicado, Hirman da Saúde ressaltou que não foi condenada e que não houve confirmação das irregularidades.

A parlamentar disse confiar na Justiça e na apuração responsável e transparente. Por fim, ela apontou motivação política, em pleno ano eleitoral, para a revelação do caso.

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