Troca Solidária transforma recicláveis em alimentos e ajuda a preservar o meio ambiente em Paranaguá
Desenvolvida pela Associação Nova Esperança a iniciativa “Troca Solidária” incentiva a população a trocar materiais recicláveis por alimentos

Um projeto que une sustentabilidade, inclusão social e segurança alimentar vem mudando a realidade de centenas de famílias em Paranaguá. Desenvolvida pela Associação Nova Esperança a iniciativa “Troca Solidária” incentiva a população a trocar materiais recicláveis por alimentos, contribuindo diretamente para a redução de resíduos descartados no meio ambiente.
A presidente da associação, Silvia Pasko Zuzi, explica que o projeto surgiu em 2012, a partir de uma necessidade ambiental e da vontade de criar uma alternativa sustentável para o descarte correto dos resíduos.
“Na época, uma empresa precisava desenvolver um projeto voltado ao impacto ambiental e nós já tínhamos a ideia de criar uma moeda de troca. Então surgiu a proposta de trocar recicláveis por alimentos não perecíveis, e assim começamos o projeto”, contou.
Segundo Silvia, o início foi desafiador. O volume de resíduos encontrados nas ilhas e comunidades costeiras era muito grande, exigindo até dois barcos para o transporte dos materiais recolhidos. Hoje, graças ao avanço da conscientização ambiental, a realidade já apresenta melhorias significativas.
“O impacto é muito grande. Antes do projeto havia muito resíduo espalhado nos manguezais e nas costas das ilhas. Hoje isso diminuiu bastante. Estamos ajudando a preservar o meio ambiente e também salvando vidas”, destacou a presidente.
Como funciona a troca
A dinâmica do projeto é simples e acessível. Qualquer pessoa pode levar materiais recicláveis até os pontos de coleta. Os resíduos são pesados e convertidos em créditos de uma moeda social utilizada exclusivamente dentro do mercadinho solidário da associação.
Com os créditos, os participantes podem adquirir produtos alimentícios com valores entre 40% e 50% mais baixos do que os praticados nos mercados convencionais.
“Dois quilos de garrafa PET, por exemplo, podem ser trocados por um quilo de açúcar ou arroz. Já dois quilos de latinhas podem garantir um pacote de café, que hoje no mercado custa cerca de R$ 26”, explicou Silvia.
O projeto não utiliza dinheiro em espécie. Toda a troca acontece por meio da conversão do reciclável em créditos sociais. O valor arrecadado com a comercialização dos materiais recicláveis também ajuda a complementar o estoque de alimentos quando necessário.
Com informações da Prefeitura de Paranaguá



