Paratletas de Paranaguá se preparam para fase nacional do Circuito Paralímpico em São Paulo
Os paratletas se preparam para a disputa da primeira fase nacional do Circuito Nacional de Atletismo

Os paratletas de Paranaguá, estão em uma preparação intensa para a disputa da primeira fase nacional do Circuito Nacional de Atletismo Paralímpico Loterias Caixa, que marca o início do calendário competitivo de alto rendimento em 2026.
De acordo com a técnica Silmara França, a participação na etapa nacional só foi possível graças aos índices conquistados pelos atletas durante o meeting realizado no ano passado, em Curitiba.
“Essa é a primeira fase nacional do circuito, em que os atletas participam após terem atingido os índices no meeting. Esse resultado é a porta de entrada para que eles consigam disputar essa competição agora”, explicou.
A delegação parnanguara será composta por atletas com deficiência física, distribuídos em diferentes classes. Entre os nomes confirmados estão Edileuza (T72), Vinícius (T71), André Matias (F38), que compete em provas de campo como arremesso de peso e lançamento de dardo, e Jean Carlos, atual campeão brasileiro nos 1.500 metros da classe T45.
A preparação da equipe teve início ainda em janeiro, logo após um breve período de recesso. Segundo Silmara, o planejamento segue o padrão do alto rendimento, com foco no chamado treino de base.
“Como são atletas de alto rendimento, não dá para parar por muito tempo. Esse trabalho de base é essencial para que eles cheguem mais preparados nessa fase de pré-competição”, destacou.
Além da etapa nacional, a equipe já se prepara para outro desafio importante: os Jogos Abertos Paradesportivos do Paraná, que serão disputados em Foz do Iguaçu. A competição estadual contará com uma delegação ampliada, reunindo 21 atletas, incluindo jovens iniciantes e nomes experientes.
O grupo contará ainda com atletas vinculados à Escola Eva Cavani, fruto de uma parceria que amplia o acesso ao esporte paralímpico no município. Entre os participantes, há atletas com deficiência física e também com síndrome de Down, além de diferentes faixas etárias, desde jovens de 17 anos até atletas como Edileuza, de 60 anos.
Para a treinadora, o momento é de expectativa, especialmente para aqueles que disputarão uma competição pela primeira vez.
“A gente fica com um misto de ansiedade, porque tem atletas que nunca participaram e vão sentir o que é uma competição. Mesmo sendo estadual, é bastante competitivo. A ideia é que eles curtam essa experiência, e o resultado vem como consequência”, concluiu.
O secretário de esportes, José Miguel, destacou o trabalho de inclusão do município.
” É uma inclusão de verdade essa gestão que o prefeito Adriano Ramos está pedindo foi muito combatido durante a campanha que ele ia abandonar a inclusão isso não é verdade, vocês estão vendo com propriedade e com ações. A gente não fala, a gente está fazendo. Então, tendo em vista o Bolso Atleta, que tem agora uma modalidade específica do paradesporto, com igualdade, não percentual. Então, é essa a forma que a gente quer trabalhar”.



