PARANAGUÁ

Atividade física é um dos principais pilares da saúde e longevidade, afirma médico do esporte

O exercício físico deve ser encarado como uma ferramenta terapêutica fundamental para a qualidade de vida

A prática regular de atividade física deixou de ser apenas uma questão estética e passou a ocupar papel central na promoção da saúde e da longevidade. A afirmação é do médico do esporte Juan Carlos Arguello de Sá Maranhão , que destaca que o exercício físico deve ser encarado como uma ferramenta terapêutica fundamental para a qualidade de vida.

Segundo o especialista, dentro da medicina esportiva o exercício é considerado literalmente um “remédio”, capaz de prevenir diversas doenças e melhorar o funcionamento do organismo como um todo.

“Hoje a atividade física não é mais só estética. Ela é um dos principais pilares de saúde e longevidade. Dentro da medicina esportiva a gente entende que o exercício é literalmente uma ferramenta terapêutica. Ele atua como um remédio”, explica o médico.

De acordo com o doutor Juan Carlos, a prática regular de exercícios está diretamente associada à redução de doenças graves e ao aumento da expectativa de vida.

“A prática de atividade física reduz o risco de infarto, AVC, diabetes e obesidade. Além disso, melhora a saúde mental, reduz sintomas de ansiedade e depressão e está diretamente ligada ao aumento da expectativa de vida”, destaca.

Recomendações variam conforme a idade

O médico explica que as recomendações de atividade física variam conforme a faixa etária e seguem orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para crianças e adolescentes, a recomendação é de pelo menos 60 minutos diários de atividade física moderada a intensa, priorizando esportes e atividades que auxiliem no desenvolvimento motor e cognitivo.

Já para adultos, o indicado é entre 150 e 300 minutos semanais de atividade aeróbica moderada, ou entre 75 e 150 minutos de atividade intensa, combinados com pelo menos dois dias de treino de força, como musculação.

Para idosos, além dos exercícios aeróbicos, o médico reforça a importância do treinamento resistido.

“Para os idosos, o treino de força é essencial. Ele ajuda na prevenção de quedas, na manutenção da autonomia e melhora significativamente a qualidade de vida”, afirma.

Corrida cresce e conquista cada vez mais adeptos

Outro ponto destacado pelo médico é o crescimento da corrida de rua no Brasil. Segundo ele, o esporte tem se tornado cada vez mais popular por ser democrático e acessível.

“A corrida é um esporte que tem virado febre. É democrático, acessível e promove integração social. Além disso, traz inúmeros benefícios para o sistema cardiovascular”, explica.

Com o aumento do número de praticantes, também cresceram as assessorias esportivas e o interesse por provas de rua. Porém, o especialista alerta para a importância de cuidados antes de iniciar a prática.

“Eu sempre recomendo que a pessoa faça uma avaliação médica, principalmente quem tem mais de 35 anos ou possui fatores de risco cardiovasculares”, orienta.

Iniciar de forma progressiva evita lesões

Um dos erros mais comuns entre iniciantes, segundo o médico, é querer evoluir rápido demais, o que pode resultar em lesões.

“O maior erro é querer evoluir muito rápido e dar o máximo em todos os treinos. O ideal é começar de forma progressiva. Quando a pessoa inicia sem orientação, as lesões acabam sendo muito comuns”, alerta.

Para reduzir o risco de problemas físicos, ele recomenda também associar a corrida ou outros exercícios aeróbicos com o treino de força, como a musculação.

“O treino de força ajuda muito na prevenção de lesões e melhora o desempenho esportivo”, explica.

Sono, alimentação e recuperação são fundamentais

Além da prática esportiva, o médico reforça que outros fatores também são determinantes para os resultados e para a saúde do paciente.

“Sem recuperação não tem evolução. A gente sempre fala que repouso também é treino. Sono de qualidade, alimentação adequada e recuperação fazem parte do processo”, ressalta.

Segundo ele, todos esses aspectos são avaliados dentro da medicina esportiva para garantir segurança e melhores resultados.

Atendimento individualizado

No consultório, o médico explica que cada paciente é avaliado de forma completa, considerando histórico de saúde, exames, composição corporal, rotina e objetivos pessoais.

“O atendimento é sempre individualizado. O que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra. Cada paciente precisa ser avaliado de forma global. Ele não é apenas uma queixa ou um sintoma, é um organismo inteiro”, explica.

Entre os principais objetivos dos pacientes atendidos estão emagrecimento, hipertrofia, melhora de performance esportiva, longevidade e saúde preventiva. O médico também atua com reposição hormonal quando necessário, sempre com base científica.

“Existem dois pilares que regem meus atendimentos: sempre trabalhar baseado em evidência científica e manter um acompanhamento rigoroso do paciente”, afirma.

Exercício precisa ser prescrito

Para finalizar, o especialista reforça que a atividade física precisa ser tratada com a mesma seriedade de um tratamento médico.

“A atividade física é um remédio. Ela é uma prescrição e precisa ser individualizada de acordo com o objetivo e as condições de cada pessoa. O papel da medicina esportiva é justamente orientar para que o exercício gere saúde, desempenho e qualidade de vida, e não se torne um problema”, conclui.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo
error: Conteúdo protegido!