Dois guardas municipais são investigados por atearem fogo em homem em Paranaguá
A ação é conduzida pelo Gaeco e integra a Operação Prometeus
O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio do núcleo local do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), cumpriu na manhã desta quarta-feira (25) mandados de busca e apreensão contra dois guardas municipais de Paranaguá. A ação integra a Operação Prometeus, que apura a suspeita de que os agentes tenham ateado fogo em um homem na noite de 4 de setembro de 2025.
As diligências foram realizadas nas residências dos investigados e também no local de trabalho deles. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos objetos e aparelhos celulares que podem contribuir para o avanço das investigações.
De acordo com as apurações, a vítima, morador da Ilha dos Valadares, teria sido torturada, agredida e incendiada após ser apontada como suspeita do furto de uma bicicleta, fato que não foi comprovado até o momento.
Segundo as informações levantadas, o homem conseguiu escapar ao rolar por um barranco e se lançar em um rio próximo, o que ajudou a conter as chamas, que teriam sido provocadas com o uso de álcool em suas roupas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Regional de Paranaguá, onde foram constatados ferimentos e queimaduras. O caso segue sob investigação do Ministério Público.



