Forças Polícias deflagram mega operação no Litoral; quatro suspeitos morrem em confrontos e 39 são presos

As forças de segurança do Paraná desencadearam, na manhã desta quinta-feira (12), uma grande operação integrada no Litoral, dentro da Missão Paraná IV. A ação, que reuniu a Polícia Civil (PCPR), a Polícia Militar (PMPR) e a Polícia Penal (PPPR), cumpriu 69 mandados de busca e apreensão em Paranaguá, Guaratuba, Matinhos, Pontal do Paraná e Antonina, mirando alvos ligados ao tráfico de drogas, furtos, roubos e ao crime organizado.
Além do efetivo terrestre, a operação mobilizou helicópteros das polícias e equipes especializadas com cães de faro, ampliando o alcance das buscas.

Quatro mortos e 39 presos
De acordo com o secretário estadual de Segurança Pública, coronel Hudson Leôncio Teixeira, a operação resultou em 39 prisões, a maioria em flagrante, ocorridas durante o cumprimento dos mandados. Também foram apreendidas oito armas de fogo, drogas e dinheiro, materiais que ainda estão sendo contabilizados.
O secretário confirmou que houve confrontos em diferentes pontos, e que quatro suspeitos morreram ao reagirem às equipes policiais. Segundo ele, os envolvidos eram “alvos pontuais”, monitorados como integrantes do crime organizado e atuantes no tráfico de drogas.
“Essas pessoas acabaram confrontando com as polícias e entraram em óbito. O intuito da operação era justamente retirar esses indivíduos de circulação. Grande parte foi presa, e esses quatro reagiram durante a abordagem policial”, afirmou Hudson.
Monitoramento constante do crime organizado
O secretário destacou que o enfrentamento ao tráfico de drogas no Litoral é contínuo e não se limita às ações do verão. Segundo ele, operações semelhantes foram realizadas ao longo do ano, envolvendo Polícia Civil, Polícia Militar e GAECO.
“Nós monitoramos sim todo o crime organizado, com base na inteligência da Polícia Penal também. Foram identificados esses 69 alvos que deram origem à operação desta manhã. Se for necessário, outras operações serão realizadas”, reforçou.
O Secretário lembrou que, no ano passado, uma grande operação semelhante foi deflagrada antes da temporada de verão, prática que vem se consolidando para impedir que organizações criminosas se estruturem justamente no período de maior movimentação turística.
Sistema prisional pressionado pelo avanço das operações
Durante sua fala, o secretário também destacou o impacto dessas ações na população carcerária do estado. Segundo ele, o número de presos cresceu de 27 mil para mais de 42 mil pessoas, sob custódia do Paraná. Já o número de monitorados eletronicamente saltou de 8 mil para mais de 20 mil.
“Isso reflete o trabalho que as polícias estão fazendo. O governo está se organizando, construindo mais oito presídios para receber essas pessoas e dar condições de cumprimento de pena e ressocialização”, disse.
Integração, tecnologia e grandes apreensões
Hudson Teixeira ressaltou ainda a importância da integração entre as forças de segurança e investimentos em tecnologia. Ele mencionou o recente caso de apreensão de mais de uma tonelada de cocaína em Paranaguá, possível graças ao cruzamento de dados e ações coordenadas.
“Trabalhamos de forma bastante integrada. A inteligência e toda a tecnologia que adquirimos ao longo desses anos estão ajudando muito a atividade policial. Usamos inclusive inteligência artificial, com algoritmos que identificam cenários de violência e auxiliam no planejamento das ações”, explicou.
Segundo ele, os resultados são refletidos na redução dos principais índices criminais do estado: “Divulgamos com frequência a diminuição de roubos, homicídios e até de feminicídios. Essa queda expressiva ocorre justamente pela integração e pelo uso de tecnologia”.



