Vereadora Mari Leite tem mandato cassado por compra de votos em Paranaguá

A Justiça Eleitoral da 5ª Zona de Paranaguá cassou, nesta sexta-feira (26), o mandato da vereadora Marilis Rocha da Silva (AGIR) por captação ilícita de sufrágio e abuso de poder econômico durante as eleições de 2024. A decisão também tornou a parlamentar inelegível por oito anos, além de impor multa de R$ 15 mil.
De acordo com a sentença, a investigação teve início após a prisão em flagrante de Douglas da Costa dos Santos, acusado de comprar votos em favor da vereadora no dia do pleito. No local, a Polícia apreendeu 21 títulos de eleitor, 395 santinhos da candidata e um caderno com anotações sobre a coleta de documentos de eleitores. Segundo o Ministério Público Eleitoral, as provas demonstraram um esquema de compra de votos em troca de vantagens indevidas.
A defesa de Marilis alegou ausência de provas robustas, nulidade de apreensões e irregularidades no processo, mas os argumentos foram rejeitados pelo juízo. Para o magistrado Leonardo Marcelo Mounic Lago, responsável pela decisão, as evidências foram suficientes para comprovar a prática ilícita:
“O voto, enquanto expressão de vontade individual e intransferível, não pode ser objeto de comércio. Cabe ao Poder Judiciário coibir firmemente a captação ilícita de sufrágio”, destacou.
Além da perda imediata do mandato, a vereadora fica proibida de disputar cargos eletivos até 2032. Caso a cassação seja confirmada, o suplente é o Sargento João Carlos que ficou em segundo no partido com 333 votos.
A decisão, contudo, não é definitiva. Marilis Rocha da Silva pode recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) e, em última instância, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).



